Baú do Valentim

Autor(a): Lucianaweb | Categoria: Entrevista | Data: 27-03-2009

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1.Uma descrição do blog pelo autor Fábio Valentim:
*O Baú do Valentim foi criado no dia 30 de agosto de 2005. No começo era apenas a curiosidade para conhecer o mundo da blogosfera e os posts eram praticamente “amador” e tudo era colocado de maneira esporádica e livre. Com o passar do tempo, as coisas mudaram e o Baú do Valentim acabou ganhando espaço, foco e direção dos seus conteúdos. Em 2005, eu criei para ser um Baú de idéias para mudar o mundo, mas não chegava neste foco. Hoje, finalmente o Baú do Valentim chegou a este foco através de postas de diversos assuntos que possam melhorar o dia a dia das pessoas.

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2.Quem o autor? O que faz? E quando começou a blogar?
*Sou Fábio Valentim, tenho 21 anos, sou programador e o Baú do Valentim é meu primeiro blog.

3.Qual o tema principal do blog Baú do Valentim? Quais suas fontes e inspirações para escrever seus textos?
*O Baú possui os posts de temas diversos, mas todos voltados para melhorar o mundo exterior e o mundo interior que existe dentro de você. Também existem artigos relacionados ao cotidiano e ao mercado de trabalho que são os destaques no blog. Mas a menina dos olhos do Baú do Valentim, são textos literários que englobam as poesias e as crônicas, das quais eu as chamo de prosa. A respeito das fontes de inspirações eu devo falar mais exclusivamente das poesias. Eu sempre tenho uma musa inspiradora, uma mulher perfeita que tanto quis para mim.

4.Indique um post escrito por você que seja especial e diga por que?
*O poema chamado “O Julgamento“, que questiona categoricamente a justiça em nossa sociedade. Também devo destacar a série de artigos sobre a busca pelo sentido da vida, que ando escrevendo. Para mim, acho bem esclarecedor estes assuntos.

5.Existe algum trabalho de divulgação do blog? E qual o objetivo de tornar o blog conhecido?
*O trabalho de divulgação é bastante informal, através do Orkut, MSN e Twitter. Mas pretendo usar outros meios de divulgação, se o orçamento permitir. rsrsrs

6.Conte o que seu blog possui de diferente dos outros:
*É um blog que reúne inspiração, ação e comoção. É um baú de idéias como eu já falo no slogan.

7.Como você vê a Blogosfera em falando do número de blogs e da rentabilização?
*Eu vejo uma blogosfera bastante amadurecida hoje do que na época em que criei o Baú do Valentim. Confesso que antes disso, eu odiava a blogosfera e achava as pessoas um bando de narcisistas que querem se exibir. Hoje eu penso diferente e vejo que é possível até ganhar dinheiro com o blog o que acho legal isso.

8.Qual a freqüência que você escreve? Já teria se tornado um compromisso escrever no blog?
*Neste ano corrente (2009) passei a me comprometer a escrever 3 a 4 postagens por semana. Procuro sempre me mantendo atualizado, principalmente por causa das coletânea de séries que estou planejando.

9.Você já precisou enfrentar plagiadores? Como você lida com esse assunto?
*Cheguei a enfrentar sim o caso de plágio com um post meu que compara a qualidade entre o Blogspot e Wordpress. Eu só aceito reprodução dos meus posts, desde que cite a fonte, neste caso, o Baú do Valentim. Todos os posts são protegidos com a licença da Creative Commons 2.5, com a exceção de alguns poemas que são registrados na Biblioteca Nacional.

10.Quais os objetivos e o planos para o blog?
*Meu plano é tornar um blog bastante conhecido e que com ele eu possa ter um ganha-pão decente.

Você assina e autoriza a publicação dessas declarações?
*Sim, eu autorizo.

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Blogue da Jana

Autor(a): Lucianaweb | Categoria: Entrevista | Data: 16-03-2009

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1. Primeiro, uma descrição do blog pela autora Jana Lauxen:
Trata-se de um lugar onde, livremente, eu meto o bedelho onde não fui chamada.

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2. Quem é a autora? O que faz? E quando começou a blogar?
Meu primeiro blogue eu criei em 2006. Se chamava Maldita Consciência e só eu sabia de sua existência. Depois troquei para o Fotolog, mas saí porque queria postar textos, e não legendas. Então entrei para o Blogspot em 2008 e meu mundo ficou cor de rosa. Como sou escritora, o blogue para mim é um braço direito. Primeiro porque publicar somente em livros e meios impressos, além de ser mais difícil, restringe demais o número de leitores. Na internet não: o acesso é ilimitado, e rola uma interação bacana demais.

3. Quais suas fontes de inspiração para escrever? Qual a contribuição de seu cotidiano e profissão (se houver)?
Tudo que escrevo é extraído do cotidiano. Não exatamente o meu, mas o de todas as pessoas. Para a tragédia ou para a comédia, o ser humano é uma fonte de inspiração inesgotável. Plagiar o que a vida escreve é ter histórias para contar por um longo tempo.

4. Conte o que seu blog possui de diferente dos outros:
Minha foto, à direita, na barra vertical. Até onde eu sei, é o único blogue que possui este adereço.

5. Fale sobre seu livro e a ligação dele com o Blogue da Jana:
Por incrível que pareça, não há nenhuma ligação entre eles. Escrevi Uma Carta por Benjamin em uma época que, inclusive, estava sem internet. Aliás, talvez tenha sido por isso que o escrevi, rarara.

6. O brasileiro gosta de literatura e poesia? Comente sobre seu ponto de vista.
Até gosta, mas muitos outros mais poderiam gostar se a literatura fosse tratada de um jeito mais leve e divertido na escola. É a velha conversa: dão Machado de Assis para um pré-adolescente de doze anos e depois reclamam que o pobre não lê nem tirinha de jornal. Claro, traumatizou!

7. Com qual freqüência você escreve? Já teria se tornado um compromisso escrever no blog?
Não gosto de escrever e guardar. Para mim não faz muito sentido. Até porque, o que eu escrevi eu já sei, então acho mais legal ver o que as outras pessoas pensam sobre o que eu pensei. O blogue virou um compromisso divertido, que no fim das contas me incentiva a escrever todo dia.

8. Como você vê a Blogosfera, se tratando do número de blogs e da rentabilização?
O surgimento da blogosfera é, para mim, quase mais importante que o descobrimento do fogo. Sem ela eu estaria condenada a viver restrita aos arredores da minha cidade, e só. É um movimento (quer queiram, quer não queiram) que só tende a crescer, e trará a emancipação de muita gente, que se livrará de empregos chatos, horários apertados e chefes xaropes para viverem felizes para sempre postando em seus blogues. E ganhando dinheiro – o que é ainda mais fenomenal.

9. Você já precisou enfrentar plagiadores? Como lida com esse assunto?
Se plagiaram, não fiquei sabendo. E na verdade, não estou nem aí para isso. Acho que muita gente fica tão paranóica achando que será copiada, que trava, não sai do lugar. Honestamente: porque vão copiar um texto meu se existe tanto autor melhor e mais conhecido para ser plagiado? Depois, SE plagiaram, e daí? A fonte é minha, então que se danem.

10. Indique um post escrito por você que seja especial e diga por que:
Depois de todo o bafafá acerca daquela besteira do arcebispo que excomungou todo mundo, menos o estuprador, jurei que não escreveria nada a respeito. Que sequer me dignaria a opinar sobre assunto tão sem fundamento. Mas aí tive uma idéia e não pude evitar: quando vi, saiu. E, no momento, este é o meu post preferido, porque foi a opinião mais educada e diplomática que já dei em minha vida: Prezado e estimado Arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho,

11. Quais os objetivos para o blog?
Vou continuar. Por mais que pretenda ser escritora e ter livros e substituir a Martha Medeiros quando ela sair de férias, não tenho nenhuma vontade de abandonar meu blogue querido. Ali é meu melhor canal de comunicação, e eu não troco o monitor, suas facilidades e seu alcance por nenhuma publicação impressa desse mundo. Sério.

12. Você assina e autoriza a publicação dessas declarações?
Claro!

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Quimera Ufana

Autor(a): Lucianaweb | Categoria: Entrevista | Data: 19-01-2009

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1.Primeiro uma descrição do blog pelo autor André Lasak:
O Quimera Ufana é minha forma de divulgar as coisas que escrevo. Tem poesia, Inícios para Livros, contos, histórias interativas e o que vier na minha cabeça. Não tenho um rótulo para o QU. É exatamente o que diz a descrição, lá no cabeçalho: “Doses módicas de insanidade e devaneios lingüísticos. Confrontos eu x eu. Estranhamentos e depoimentos. Insalubridades. Nonsense. E outras vicissitudes.” Já fui mais fiel nas publicações, mas em 2009 prometo manter pelo menos uma atualização semanal.

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2.Você criou um personagem como autor do blog, ou você se apresenta como é no seu cotidiano?
Se eu fosse no meu cotidiano o que escrevo no QU, acho que já estaria preso, hehehe. Nem tudo o que escrevo é autobiográfico, mas quando isso acontece dou uma contribuição de fantasia para não chamar tanto a atenção. Todos os nomes são alterados para não comprometer ninguém. Alguns temas que eu exploro (principalmente no Inícios para Livros) são tão absurdos e politicamente incorretos que se tornam engraçados no susto. Não tem quase nada do meu cotidiano, mas às vezes eu projeto para o papel algo que eu gostaria de ser ou fazer.

3.O que é para você ter um blog em versos em tempos de informação dinâmica?
Existem leitores para todo o tipo de texto encontrado na biblioteca ou na internet. Basta você encontrar a forma certa de atrair estas pessoas para seu devido lugar.

4.Quais seus autores favoritos? Pode falar um pouco sobre eles?
O mais importante do que os autores favoritos é a época em que seus livros pousaram em minhas mãos. Isso é que fez e faz a diferença, e é o que muda de pessoa para pessoa. Li O Tempo e o Vento do Érico Veríssimo na pré-adolescência. Os quatro grandes volumes. A riqueza de detalhes, a narrativa e a complexidade dos personagens me inspirou muito a começar a escrever. V de Vingança do Alan Moore li aos 15 anos e releio pelo menos uma vez por ano até hoje. Aquilo não dá para ser tratado como uma simples história em quadrinhos. Aquilo mudou a minha vida e meu jeito de ser. Li na época certa. Outro do meio HQ que me inspira é o Neil Gaiman (Sandman, Livros da Magia, Belas Maldições). O jeito que ele conta histórias é sensacional. Gosto também de leituras-desafio, daquelas que dão nó nas sinapses. Nietzsche (Assim Falava Zaratustra, Além do Bem e do Mal), Umberto Eco (O Nome da Rosa) eThomas Mann (A Montanha Mágica) são um bom exemplo. Este último preciso recomeçar, pois parei na página cento e pouco faz um bom tempo. Preciso arranjar tempo pra ler todos os títulos que ainda tenho vontade… Na lista (bem resumida) tem Ulisses (James Joyce), Cem Anos de Solidão (Gabriel García Márquez), uns dois do Dostoiévski e alguns dos obrigatórios na minha época de escola (que estudei apenas o resumo porque estava ocupado com O Tempo e o Vento).

5.Quais suas fontes de inspiração para escrever? Qual a contribuição de seu cotidiano e profissão (se houver)?
Sou redator publicitário. Tanto para meu trabalho como para o blog ou meus projetos, a inspiração muda muito conforme o tema. Lembro uma época em que resolvi criar o Personagens para Livros no QU, com atualizações semanais. O primeiro personagem foi baseado num sonho que eu tive. Depois, eu ficava divagando atrás de algo interessante pra escrever. O mais engraçado foi um que o prazo já estava apertado (nesta época, eu era mais rigoroso com o QU) e eu não tinha a menor idéia do que inventar. Foi quando eu passei na cozinha pra tomar água e vi uma carambola na cesta de frutas. Batata! Isto é… carambola! O resultado ficou tão bom que este é um dos meus Personagens preferidos. Outro personagem desta série virou História Interativa. 700 km: A Vontade e o Cabideiro foi bem legal de escrever. O Toro, do Mundico, que desafiou e jogou este título na mesa do bar. Topei, mas no primeiro capítulo eu não tinha a menor idéia de como continuar. Chutei duas coisas aleatórias para os leitores escolherem para o próximo capítulo, quando um dos meus amigos comentou que uma delas era muito simpática e mais carta de tarô. Tarô? Devorei o Google atrás dos arcanos maiores e menores e encontrei a minha história. Aquilo foi uma doideira escrever. Eu separei as cartas de duas em duas, para cada capítulo, sem repeti-las, e sem saber como seria a seqüência da história. Cada capítulo eu escrevia totalmente baseado no significado da carta escolhida. Só na metade da história que me veio um final, e muitas outras idéias para continuar a saga do Heptúnio. Aguarde que virão novidades ainda em 2009.

6.Brasileiro gosta de literatura e poesia? Comente sobre seu ponto de vista.
Isso é bem difícil de saber. Infelizmente são poucos os brasileiros que lêem com freqüência (é… não dei a mínima pra reforma ortográfica). Parece que não existe uma cultura de leitura no nosso país. Acho que falta incentivo dentro de casa. Na escola até tentam, mas a molecada hoje quer mais é ficar na internet papeando em miguxês ou jogando. Quando eu precisava pegar ônibus para trabalhar, eu devorava diversos livros. Hoje, como moro a dois quarteirões do trabalho, não tenho muito tempo para ler. Preciso administrar melhor meu tempo para isso. Se pra mim é difícil, imagine como é para a maioria da população que não tem ou teve este incentivo à leitura? Este gosto tem que vir desde criança. O brasileiro lê uma média de 5 livros por ano. Na Europa, este número sobe para 15. Viu a diferença? Isso precisa mudar.

7.Em relação a pergunta acima pode ver isso em seu blog?
Faz um tempo que eu não divulgo meu blog, portanto não consigo tirar uma média dessas com as minhas estatísticas.

8.Você já precisou enfrentar plagiadores? Como você lida com esse assunto?
Eu tenho um banner do Creative Commons no QU, a Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5, que permite que as pessoas copiem o que eu escrevi, desde que coloquem os devidos créditos. Só uma vez um carinha colocou uma edição do meu Inícios para Livros no blog dele, sem o título nem meu nome ou link. Eu apareci lá nos comentários e pedi para ele colocar meu nome e o link do QU. Acho que ele apagou o post. Entro de vez em quando no copyscape.com para ver se existe algum texto meu em outro site. Te confesso que é incômodo imaginar alguém vendendo uma criação minha com outro nome. Lembro uma vez, isso tem uns anos, que um mané pegou uma história do Laerte e colocou o nome dele. Meu! O traço do Laerte é impossível não identificar. O plagiador, além de cara-de-pau era um sem-noção de marca maior. Eu e uma galera reclamamos no blog dele, espalhei para um monte de gente, até que o cara apagou o post.

9.Escrever bem ajuda, mas dá para competir com vídeos, apelação e miguxês?
Claro que dá! Tem mercado pra todo mundo. Afinal internet não é só composta de vídeos e apelação, né? Existe vida inteligente na internet e nas outras mídias.

10.Diga sinceramente como recebe as críticas?
Acho ótimo. Isso faz qualquer um crescer e evoluir o trabalho. Já fiz vários testes no meu blog, colocando coisas que eu adorei escrever e não recebeu nenhum comentário, e outras que eu não gostava e era elogiada por uma porrada de gente, hehehe. Gosto muito quando alguém faz uma crítica do meu trabalho, ou reclama de algo que escrevi. Já fiz post explicando uma piada nerd e já publiquei um pedido de desculpas às garotas que se ofenderam quando chamei a Cicarelli de vagabunda quando “desligou” o YouTube. Cuido bem dos meus leitores/críticos.

11.O que você mais gosta e mais detesta em blogs?
Eu gosto de coisas que me fazem rir ou que me impressionam pela criatividade ou curiosidade. Um texto bem escrito, um poema certeiro, um quadrinho nonsense, um vídeo idiota… Encontramos de tudo na internet. Tenho boas fontes que me mandam ótimos links de entretenimento e cultura (inútil ou não). Eu detesto blogs que já começam a tocar qualquer música sem dar tempo de você querer aceitar ou não isso. Eu detesto blogs que tem tanta coisa pulando e piscando que você não consegue ler sem ficar tonto. Acho que é isso. E tem que ter algum conteúdo, né? Senão nem vale a pena abrir.

12.Seus visitantes entendem o que você quer passar? Entendem suas idéias?
Eu coloco no blog o que me dá vontade naquele momento. Isto pode ser bom ou ruim para o leitor. Tem temas que eu escrevo que faço uma puta pesquisa em Google, Wikipedia e dicionários em geral. Tem coisas por lá repletas de referências e alguns termos técnicos que não é todo mundo que entende. Quando perguntam eu respondo, sem problema nenhum. Adoro quando as pessoas descobrem algumas sutilezas que eu deixei escondidas, hehehe. Às vezes escrevo um tipo de glossário nos comentários do post. E às vezes, não entender o que eu quis dizer tem muito mais graça do que entender, me entende?

13. Resuma em uma frase seu passado, presente e futuro com o Quimera Ufana:
No princípio era o caos, mas ele cansou de ser dark e se vestiu de verde e criou três cabeças que tentam pensar em igualdade mas sempre se confundem, mas uma hora destas alguém aparecerá para colocar uma ordem em tudo, para quem sabe um dia, o que está virtual se converta em papel.

14.Você assina e autoriza a publicação dessas declarações?
Claro!
André Lasak

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