Textos da Categoria: "Entrevista"

Chata de Galocha

Entrevista, em 17 de Nov de 2008

1.Uma descrição do blog pela autora Lú Ferreira:
O Chata de Galocha é um blog onde expresso a minha opinião sobre os assuntos que me interessam, como moda, beleza, design e atualidades em geral. Como sou uma pessoa extremamente exigente e excessivamente honesta, muita gente me chama de chata. Pra parar de encher o saco dos amigos, criei o blog, onde posto tudo que me incomoda, mas também tudo aquilo que passa pelo meu alto padrão de exigência.

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2.Quando você começou a blogar? E como tem sido manter o blog?
Eu sou das antigas, do tempo que o ICQ era raridade. Comecei a blogar através do Livejournal, quando tinha 13/14 anos. O Chata de Galocha existe há pouco mais de um ano, mas só me empolguei com ele há cerca de 4 meses, e aí sim comecei a prestar mais atenção no conteúdo e nas atualizações.

3.Qual sua profissão ou o que faz? E em que se relaciona com seu blog?
Sou Designer Gráfica, trabalho como diretora de arte em uma agência de comunicação. Como sempre estou buscando novas referências, vira e mexe posto sobre algum designer ou artista que chamou minha atenção.

4.Qual foi, na sua opinião, seu melhor texto e qual o motivo?
Os textos que mais gosto são os que escrevo em momentos de irritação, quando acontece alguma coisa que me tira do sério, como por exemplo o post sobre Miseráveis ou o post mais polêmico até hoje, o Sobre o fascínio das pessoas pelo Neon. São os mais sinceros, os mais chatos, e, depois que passa o momento, os mais engraçados.

5.Você obteve alguma inspiração em algum blog, antes de começar a publicar o seu?
Eu sou muito viciada em internet e visito blogs diariamente. A idéia do Chata de Galocha surgiu da minha vontade de reclamar das coisas pra todo mundo, mas agora ele é um mix de assuntos, que foram sendo acrescentados à medida que meus interesses foram se aprofundando e fui pesquisando sobre eles, em blogs ou em outras mídias.

6.O que você mais gosta e mais detesta em blogs?
Gosto da troca, de me identificar com o texto, de aprender com a experiência de uma outra pessoa com quem me identifico por uma ou outra razão. Detesto layouts toscos!!! Pessoas, contratem um designer ou então não inventem muita moda!!!

7.Qual a freqüência que você escreve? Qual o efeito disso na qualidade dos posts e das visitas?
Depende do ânimo e do tempo disponível, mas pelo menos uma vez por dia. A qualidade dos posts depende muito do quão sincera estou sendo nele… Se forço a barra só para postar qualquer coisa, fica forçado, sem graça, e sem comments =) Não sei avaliar o impacto disso nas visitas pois o blog está crescendo a cada semana, então ainda não houve uma estabilização para que eu pudesse perceber esse tipo de impacto.

8.Desde da criação do Chata de Galocha, conte uma alegria e uma tristeza proporcionada por ele?
O que eu acho mais bacana nessa história de blog, é que as pessoas se identificam tanto com certas coisas que acabam te considerando uma amiga, mesmo sem muitas vezes você nem saber da existência dessa pessoa! Já recebi vários emails muito legais, onde as pessoas se ofereciam para quebrar galhos ou pedindo conselhos, e fico muito feliz quando algo assim acontece. Não tive nenhum tipo de tristeza proporcionada pelo blog, a única coisa que de vez em quando irrita são os comentários anônimos de gente que não tem coragem de expor uma opinião contrária à minha e deixar o nome, o que acho ridículo.

9.Você utiliza o Blogger como servidor de blog? Ele atende suas necessidades? Pretende em algum momento mudar?
O Chata está no blogspot, mas já tenho o domínio e em breve vou migrar todo o conteúdo para meu próprio servidor. Não tenho nada a reclamar do Blogger e acho que é uma ferramenta eficiente e simples para os iniciantes.

10.Possui outros blogs ou projetos? Fale um pouco sobre eles?
Não tenho outros blogs ou projetos na web, mas fiquem a vontade para visitar meu portfolio Lu Design Gráfico.

11.Pelos seus conhecimento, qual o peso da influencia dos blogs brasileiros atualmente?
Os blogs estão aos poucos se tornando uma mídia eficiente na divulgação de produtos e serviços. Como hoje temos acesso a qualquer tipo de informação, ler um blog é uma maneira de descobrir experiências de outras pessoas, que acabam se tornando essenciais na formação da imagem que temos sobre produtos e serviços. O leitor confia no blogueiro, pois este é uma pessoa, e não uma empresa, e na maior parte das vezes escreve por prazer e não por obrigação. Como trabalho com comunicação, já pude ver em diversas experiências na própria agência o papel importantíssimo dos blogs na divulgação de produtos.

Você assina e autoriza a publicação dessas declarações?
Sim!
BJU!

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Candomblé

Entrevista, em 12 de Nov de 2008

1.A descrição do blog pelos autores?
O principal objectivo é o de divulgar esta nossa belíssima religião para o mundo e o de ajudar a conhecer melhor muitos dos seus detalhes, desmistificando de alguma forma, muita da confusão que por vezes surge em torno do nosso culto.

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2.Como surgiu o blog Candomblé e qual objetivo?
O presente blog é já uma segunda edição de um outro onde apenas eu (Manuela) era a autora e que por razões meramente pessoais decidi interromper. Quando iniciei essa primeira página sobre o Candomblé aqui no wordpress, estava longe de imaginar o sucesso que ela teria, isto analisando unicamente pelo número de pessoas que diariamente a visitaram e também pelo número de pessoas que acorreu também a colocar as suas questões e dúvidas, em busca de auxílio para as mais diversas situações. Foram mais de um milhão as pessoas que vieram a essa página desde o seu início, num espaço de menos de um ano, o que é de facto assombroso, e revelador ao mesmo tempo, do quão sequiosas estão as pessoas em descobrir e em encontrar ajuda espiritual nos dias que correm. Precisamente levando isso em conta, decidi abrir esta nova página, desta feita, convidando desde logo para co-autor o meu amigo e irmão de fé Nelson Souza e mais recentemente o irmão e amigo Artur Fernandes. O blog é acessado diariamente por mais de 3500 pessoas neste momento, e são muitas as que continuam a nos procurar para colocar as suas questões.

3.Quem são os autores e qual sua denomição dentro de sua religião, e onde estão?
Somos 3 autores: Manuela Oliveira, Nelson Souza e Artur Fernandes. Os nossos perfis estão também publicados a acessíveis a todos os que visitam o nosso blog no item Autores. Todos nós somos simples Inciciados no Candomblé na Nação Ketu. Eu, Manuela, resido em Lisboa, Portugal, o Nelson no Rio de Janeiro e o Artur em Campinas.

4.Você fazem algum trabalho de divulgação do blog? Quais os meios que utilizam e fale um pouco sobre eles.
Não. A divulgação do blog acontece apenas pela nossa presença nos motores de pesquisa com os quais o WordPress tem ligação (Google e outros). A divulgação faz-se apenas pelo “passa-palavra” entre os leitores e sabemos que temos várias centenas que são leitores assíduos do blog.

5.Falando em monetização e rentabilização de blogs, qual a posição de vocês quanto a isso? E a qual a opinião dos adeptos do candomblé sobre isso?
O nosso blog não tem qualquer forma de rentabilização monetária. Não há uma posição tomada por nós com respeito a esse assunto, pois nem nunca foi discutido entre nós. Queremos apenas com este nosso trabalho fazer chegar o conhecimento e a ajuda possível a quem nos lê e nos procura aqui. Muitos dos nossos leitores já expressaram o seu agrado pela forma como levamos a cabo o nosso trabalho sem qualquer intuito comercial, mas não saberia dizer se fosse o caso de o blog ter alguma componente de rentabilização financeira, se isso seria contraproducente ou se de alguma forma se reflectiria no afluxo de leitores.

6.Vocês acompanham as estatísticas do blog? Podem dizer que textos ficaram mais populares?
Não só acompanhamos, como estão visíveis para quem visita o blog. Tem lá a informação do número total de visitas desde que o blog está no ar (neste momento quase 350.000) e também os Top Posts, ou seja, os 5 artigos mais populares, que são os mais lidos; no caso, de momento são as páginas sobre Os Orixás, Iansã, As Ervas, Oxum e Oxóssi.

7.Como vocês abordam temas complicados e complexos, para não dizer, polêmicos? Cite um exemplo de post do blog.
Existem vários assuntos que poderemos eventualmente considerar polêmicos, mas que só são polêmicos se a eles juntarmos a visão de quem está de fora do Candomblé, que não tem necessariamente o mesmo ponto de vista que nós sobre essas matérias e que em alguns casos estão carregados de preconceito moral ou religioso. Exemplos disso são os posts sobre Exu (o Orixá que tantas vezes é conotado com o diabo à luz da religião católica o que é completamente falso e errado), Amarrações (uma prática que não deve existir no Candomblé sério mas que todos sabemos que muita gente recorre a elas – pessoas “supostamente” dentro do culto e muita clientela – todos os dias recebemos pedidos desse tipo) e recentemente um texto de autoria de Doté Jorge intitulado “IURD vs Candomblé” que se refere à perseguição que é feita à nossa religião especialmente por membros da IURD e da Igreja Evangélica em geral – Todos os dias recebemos também mensagens por parte destas pessoas nos acusando de fazer o culto do Diabo e de práticas Satânicas e de sermos adoradores de imagens. Também somos alvo de comentários puramente racistas e homofóbicos.

8.Existe o preconceito (que é mais um pre-conceito) para com o candomblé? E dentro da Blogosfera existe este preconceito?
Existe preconceito sim, e muito! Dentro e fora da blogosfera. Na questão anterior já falei um pouco de alguns exemplos. Existe um grande movimento que procura combater precisamente esse preconceito e exemplo disso foi a Marcha Pela Paz e tolerância religiosa que foi levada a cabo no rio de Janeiro em Setembro passado, e já este mês a iniciativa Marcha de Todos os Santos. Aderimos e divulgamos qualquer desses acontecimentos no blog, e estaremos abertos a apoiar e divulgar qualquer iniciativa semelhante.

9.Há necessidade de moderar os comentários? Costumam responder a todos os comentários; só aos que interessam ou a nenhum?
Há necessidade de moderar os comentários sim, unicamente pelo facto de nos serem dirigidos comentários insultuosos, preconceituosos e racistas que obviamente não queremos que fiquem publicados no blog e que assim devemos prevenir.. Respondemos a todos os comentários e questões sobre a nossa religião, sem excepção, todos são importantes. Só não respondemos, claro está, aqueles que anteriormente referi e que nem chegamos a publicar.

10.Como desenvolvem os textos para postar no blog? Quais são as fontes?
Tem textos de nossa autoria, e fazemos muita pesquisa bibliográfica e na própria net na qual nos apoiamos para os escrever, para além claro está, do conhecimento pessoal que cada um de nós foi adquirindo ao longo dos anos no culto e que aqui é posto em prática. Publicamos também matérias de autores conceituados e entendidos nas matérias como Pierre Verger, Roger Bastide, Reginaldo Prandi, Mónica Buonfiglio, etc..

11.Podem fazer uma analise dos conhecimentos e de recursos (blogs, redes sociais, sites e comunicação em geral) utilizados pelos adeptos na Internet?
Existe muita informação e muitos recursos, tanto em páginas pessoais como em sites de terreiros ou grupos relacionados com as religiões de origem africana, especialmente o Candomblé e a Umbanda (embora a Umbanda seja uma religião que foi em realidade criada no Brasil e que foi buscar alguns elementos do Candomblé que juntou a princípios kardecistas e cristãos entre outros). Existe no entanto muita informação pouco precisa, mas especialmente, pouca abertura para discutir tudo o que é possível e necessário discutir com o público. Esse princípio da comunicação e abertura à discussão agregado à divulgação das matérias, de que nós somos apologistas, acredito que é a razão principal da popularidade do nosso blog.

12.Deixe uma mensagem que sirva a todas as religiões e crenças?
É uma necessidade imperativa que seja eliminada a discriminação religiosa que grassa no seio da sociedade. Todos temos a obrigação de defender a eliminação de toda e qualquer forma de intolerância e discriminação com base em religião ou crença. Trata-se de reflectir e agir sobre a Essência da Liberdade. No caso, e porque aqui falamos de religião, trata-se do direito de crer e cultuar Deus independentemente do nome ou do ritual que escolhemos utilizar. Amor e respeito ao próximo são as palavras chave de qualquer religião que seja digna desse nome.

Você assina e autoriza a publicação dessas declarações?
Sim.

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LaBiRiNtO da Zaragata

Entrevista, em 10 de Nov de 2008

1.Uma descrição do blog pela autora Natália Macedo Florêncio:
O LaBiRiNtO da Zaragata, como o próprio nome diz, é um blog onde se mostra todos os labirintos e encruzilhadas da vida, principalmente da minha vida. Zaragata significa “Algazarra”, “Confusão”, “Complicação” e “Desordem”, dessa forma, tento mostrar como todas essas coisas surgem na minha vida. O LaBiRiNtO da Zaragata é também um lugar de reflexão sobre a sociedade que nos cerca, é um local de desabafo e onde há liberdade para tratar de todos os assuntos possíveis e imagináveis: cinema, livros, passeios, faculdade, amigos, músicas, vídeos, homenagens…
Por fim, também tem sua parte como “Diário”. Sim, é nele em que conto meus medos, minhas angústias, minhas conquistas, minhas idéias “mirabolantes” (e eu tenho muitas delas xD)… Minha vida está nele!

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2.Qual o tema principal do blog LaBiRiNtO da Zaragata? Quais suas fontes e inspirações para escrever seus textos?
LaBiRiNtO da Zaragata não tem um tema principal e creio que nunca terá. Inspiro-me em tudo basicamente: em comunidades do orkut; em coisas que me deixam perplexa; na minha vida; em músicas (principalmente nas que canto); em séries que gosto; em animes e em eventos de animes; em livros e por aí vai.

3.Quem é a autora? De onde surgiu a idéia de criar o blog?
A autora sou eu, mas às vezes adiciono em alguns posts textos de outras pessoas. A idéia de criar o blog surgiu da necessidade de me expressar, necessidade essa que era suprimida no meu antigo blog (hoje desativado por motivos pessoais).

4.Você obteve alguma inspiração em algum blog, antes de começar a publicar o seu?
Na verdade não, apenas o comecei na época da “febre” dos Blogs. Meu blog era apenas mais um entre os muitos que estavam surgindo.

5.Cite uma personalidade (celebridade ou que seja) importante da blogosfera, na sua opinião? Explique.
A Marimoon. Eu gosto dela desde antes do sucesso que ela está fazendo agora, desde os primeiros eventos de anime que eu fui.

6.Concorrentes ou aliados, diga sinceramente o que sente com relação aos outros blogueiros?
Com certeza aliados. O modo de sobrevivência hoje adotado é à base das relações e dos contatos que você possui e os outros blogueiros, muitas vezes, nos auxiliam com certos assuntos ou então compartilham idéias. Blogueiros me inspiram.

7.Qual post seu que você mais gostou, e ele fez o sucesso que você gostaria?
Eu sempre gostei muito de um dos meus primeiros posts, intitulado “Capuccino - Toddy + Nescau 2.0 = Capuccino forever” e, digamos, que eu consegui o que esperava!

8.O que você dá mais importância em seu blog? E por que?
A liberdade de expressão é a coisa mais importante do meu blog, simplesmente porque eu gosto de me expressar e faço isso sem ligar para a opinião alheia.

9.Quanto ao tema monetização e rentabilização de blogs, qual sua opinião?
Digamos que eu não sei muito sobre o assunto.

10.Seus amigos de convívio, fora os conhecidos da Internet, visitam e participam do seu blog? Como?
Sim, eles visitam e participam através de comentários e, muitas vezes, eles me inspiram a escrever e recebem até homenagens por lá.

11.Qual o sabor do seu blog? Chocolate; morango; limão; pimenta; refrigerante ou água? Por que?
Todos, pois a mistura de sabores é o que faz a vida valer a pena! E eu uso de misturas em meu blog.

Você assina e autoriza a publicação dessas declarações?
Claro! ^^ (e visitem o meu blog!!!)

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Tangas Lésbicas - pt

Entrevista, em 08 de Nov de 2008

1.Uma descrição do blog pela autora Marita Ferreira/Tangas:
O Tangas Lésbicas já tem uma descrição no seu cabeçalho: lésbicas de tanga na tanga - em busca do seu passo doble perfeito - desfiando as linhas que cosem as tangas - que nos devolvem envolvem - pingas que tingem a linha da tanga - todas as tangas são iguais - mas estas são as melhores - tangas lésbicas.
Um pouco nonsense, um humor muito próprio e muita discussão séria também.

Visite tangas lésbicas

2.Quem é a autora? E por que de criar o blog?
Sou jornalista de profissão. Pessoalmente, o que me apetece ser, sem nenhuma espécie de preocupação pelo que os outros achem que sou. Sou feliz e invisto na felicidade dos outros.
O blogue nasceu como um projecto colectivo, mas acabou nas minhas mãos. O boneco da “Tangas” - que no português desse lado do Atlântico é, segundo creio, “lorota” - foi ganhando vida própria. O blogue não é nem um diário pessoal. É uma visão do universo lésbico visto por uma personagem de ficção, a Tangas, com inteira liberdade de acção e reacção.

3.E o que te incentiva a manter o blog?
A audiência que tem, claro. A Tangas jamais sobreviveria sem o feedback de quem o lê. Muitas vezes, os posts são resultado da interacção provocada por um tema ou um conceito deixado nos comentários. As pessoas reagem à Tangas e aos assuntos abordados e acaba por haver uma discussão constante de conceitos e pontos de vista. Isso acaba por dar oportunidade às pessoas de exprimir a sua visão de uma forma de estar lésbica. Por vezes, estarem em desacordo com a Tangas fá-las abordar questões importantes para a sua própria forma de viver ou conviver com o lesbianismo.

4.Lê outros blogs? Pode dizer quais assuntos te interessam?
Leio muitos blogues, em português e em inglês, sobretudo. Os de temática lésbica são obrigatórios, claro, mas não os únicos. Tudo me interessa. É muito interessante observar o que preocupa os outros e a forma que escolhem para se expressar a esse respeito.

5.O blog é direcionado a que público? Em quem pensa quando escreve?
Não consigo pensar num público específico quando escrevo. Até porque, como já disse, a Tangas é um boneco com vida própria. Vive e movimenta-se num mundo muito seu e é sobre isso que escrevo. Quando crio um post para o Tangas, estou na pele do boneco. A Tangas é uma activista lgbt apaixonada, mas também é uma pessoa como qualquer outra e isso é o que, no fundo, a aproxima da sua audiência.

6.Há necessidade de moderar comentários? Tem problemas com críticas e agressões ou tenta responder a esse tipo de comentários?
Não tenho a moderação de comentários activada. Acredito na liberdade de expressão. As críticas têm sempre um lado positivo. As agressões não, até porque envolvem geralmente ataques pessoais. E isso não é tolerável. Há sempre um limite a respeitar e é bom que as pessoas o entendam. Já tive de bloquear um par de IPs por isso, mas foram excepções e raramente se verificam, até porque a Tangas tem a língua afiada…

7.Qual post você mais curte em seu blog, e qual você não achou que ficou legal?
O melhor post é sempre o último e os maus não são publicados.

8.Como você vê a Blogosfera em geral e sua relação com outros blogs?
A blogosfera é um espaço privilegiado de encontro e discussão. Acredito que mudou a forma como a informação passa, adicionando-lhe o imediatismo da interacção que permite. A relação com os outros blogues está sempre em evolução, como qualquer relação. Há alturas em que é mais próxima, outras que fica mais à distância. É uma bela forma de contacto.

9.Para você, o que está faltando na Blogosfera atualmente?
Às vezes falta um pouco de bom senso. Mas regra geral as ideias são tantas e surgem a uma tal velocidade, que nem me sinto qualificada para debitar sobre o que falta. Até a forma e o conteúdo têm tantas ferramentas disponíveis que é impossível usá-las todas de uma só vez. Começou como escrita pública, mas hoje em dia qualquer pessoa pode optar por usar a sua voz ou as suas imagens em vez do teclado. Isso confere-lhe um grande poder e, felizmente, a maioria das pessoas usa-o com alguma sensatez.

10.Pelo que você brigaria hoje?
Pelo que briguei toda a vida: o que é justo, bom e nos torna melhores. E pela felicidade, uma coisa tão simples e que tanta gente ainda não consegue ver como um direito inato.

Você assina e autoriza a publicação dessas declarações?
Assino e autorizo, claro. Agradeço também a iniciativa, que mostra uma outra faceta da blogosfera, sem os “bonecos” que interpretamos para nela participar.

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